Para quê a Quaresma?


Hoje começa a Quaresma. E é bom que caminhemos em sintonia com toda a Igreja. Este é um tempo de interioridade, de reflexão, de olharmos para dentro da nossa vida e fixarmo-nos no essencial. É um tempo que nos prepara para Páscoa. De facto, só assim teria sentido. Nós, cristãos, nestes dias, não jejuamos em vão, não rezamos em vão e não praticamos a esmola em vão. Não entendemos estas práticas como privações ou penitências. O jejum, a esmola e a oração são meios de união a Deus, de deixarmos o supérfluo e concentrarmo-nos no essencial. Por isso, nesta Quaresma, mais jejum. Além do jejum prescrito, questionável, jejuemos nos maus pensamentos, nas más palavras e nas más acções. Nesta Quaresma, mais oração. Além das orações mais rituais e habituais, falemos com Deus ou de Deus, não numa oração egoísta mas numa oração de comunhão. Rezar com os que crêem e pelos que não crêem, com os que sabem e pelos que têm mais dificuldade. Nesta quaresma, mais esmola. Aprender que o excesso não produz, que o dinheiro que poupamos nas nossas renúncias é útil para os que mais precisam; o dinheiro que me sobra faz falta a quem não tem de comer ou vestir.
Uma Quaresma mais de Deus e voltada para o próximo é o que desejo para mim e para cada um de vós que por aqui passe neste primeiro dia da Quaresma.

(imagem: Rouault, Sunt lacrymae rerum, 1871)

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