Todos os santos num só dia

Nós, dominicanos, celebramos hoje uma festa particular: a festa de todos os Santos da Ordem. Não se trata de uma festa à parte da que celebrámos no passado dia 1. É mais que isso. Por ser uma festa "interna", esta comemoração tem tons específicos que fortalecem a nossa espiritualidade.
Antes de mais, são santos e santas que se santificaram nesta Ordem Dominicana e que, ao mesmo tempo a santificam. A origem é a mesma: Jesus Cristo; o modo é específico: o espírito de São Domingos. Frades, Monjas, Irmãs e Leigos que são da nossa família e que hoje lembramos de um modo especial desde o mais conhecido até ao mais discreto. Todos eles, porque agradaram a Deus e aos irmãos, estão agora junto de Deus a interceder por nós.
Depois, esta festa diz-nos ainda outra coisa: entre os santos não existem uns mais santos que outros. Mesmo que as nossas devoções e preferências se inclinem para um ou outro, e até mesmo que a própria Igreja os tenha catalogado como santos, beatos ou veneráveis, mártires, pastores ou doutores... Hoje lembramos todos, os expostos e os encobertos. Os que foram proclamados e os que ficaram só no coração de uma comunidade ou até mesmo no coração de um ou dois frades. Se vimos neles traços de santidade são santos para nós, podemos rezar-lhes, podemos imitá-los.
Terceiro traço: Cada um faz-se santo a partir de donde está. Os santos dominicanos não são só intelectuais e, por isso, não são só os intectuais que são santos: é santo o que estuda e o que prega, o que rega o jardim ou atende à porta, o que recebe os hóspedes como se fosse o próprio Cristo, ou o que encontra Deus no meio das panelas. Um dominicano santifica-se santificando.
São, então, os que estão nas listas e os que não fazem parte delas, os que pregaram palavras e os que pregaram por ações, os que tiveram a Deus por Pai e o próximo por irmão.
(Imagem: Árvore dominicana do século XVII)

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