O orvalho leve da graça

Venha o orvalho leve da graça
desça sobre a terra a ternura;
venha a mão que cura e protege
dar à vida luz e calor.
No deserto um grito ecoa:
Dai a Deus a praça maior.

Pastor de Israel que conheces
as pastagens altas da dor;
Fogo que incendeias a noite
e os caminhos brancos do pão.
Orvalho do céu, ó nuvem,
desce sobre nós: Vem, Senhor.

O deserto avança
a secura mina o coração e a alegria;
nem fogo nem pedra nós temos
onde repousar do caminho.
Somos terra exposta ao vento,
grãos de areia, irmãos, da esperança.

(fr. José Augusto Mourão, op)

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