Senhor, olhai por nós

Senhor,
olhai o pobre e a lágrima da solidão.
Senhor,
olhai o grão sofrido à espera do Sol.
A criação espera o Verbo de Deus.
Que ao nosso desejo, enfim, se abram os céus!

Senhor,
o pão nos falta e à vida razões de viver.
Senhor,
à mesa do festim faltam os convivas.
Que a força da Cruz seja arrimo dos dias.
Que a tua presença em nós atice o amor!

Senhor,
a morte em nós cavou mil enxadas de abismo!
Senhor,
o mal curvou a vida ao peso do horror.
Que a Cruz se incline e erga a todos do chão.
Que desça o olhar àquele que o medo matou!

Senhor, o frio é muito e a morte dos dias sem fim!
Senhor,
olhai quem espera o sol e a luz da manhã.
Que a tua paz nos unja as mãos e as dores.
Que ao fogo do sopro renasça um mundo que morre!

Senhor, que o vosso Reino venha!

(texto: fr. José Augusto Mourão, op; imagem: Felix Vallatton, Isaías)

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