Cheiro a tílias e sabor a cerejas

Com menos um dia de trabalho e com dossiers que se terão de terminar nesta sessão plenária, o tempo corre com os pormenores que aparecem à última da hora. O grande trabalho, no qual já se trabalhava quando entrei na Comissão Litúrgica, é o da aprovação do Calendário da Ordem. A única versão oficial é dos anos oitenta, quando se editou o Próprio da Ordem. De lá para cá, muitos santos e beatos se fizeram e necessitam de espaço no calendário. Não se trata de colocar um em cada dia; existem regras e existe o Calendário Romano, geral, que tem precedência sobre os calendários particulares. Hoje devemos terminar este trabalho que leva já quase dez anos. Daqui a pouco iremos discutir algumas modificações de datas (são cerca de 30/40 modificações e acrescentos) para depois aprovar o Calendário. À tarde, com o Secretário da Comissão, devo preparar todos os documentos para serem entregues na Congregação do Culto Divino: um esboço de carta do Mestre da Ordem a pedir a aprovação, um relatório, a versão actual, as novas propostas e a futura configuração do Calendário. E por aqui se fica este trabalho. Nas próximas semanas devemos também concluir o futuro livro de cânticos gregorianos da Ordem Dominicana. Falta só uma última revisão ao texto e à música e a carta do Mestre da Ordem.
Em relação ao título deste post, coloquei-o ontem, aqui, para dizer que, no átrio do Convento de Santa Sabina estão plantadas seis tílias. Uma delas já não existe, ficou um bocado do tronco onde alguém esculpiu um rosto e diz ser o rosto de São Domingos. Só ontem reparei nele. E à noite, quando fui andar um bocado pela cidade, quer ao sair do convento quer ao chegar, senti o cheiro forte e agradável das tílias. E comi este ano, pela primeira vez, cerejas! Já sabem a cerejas mas as nossas são melhores. Por isso, com cheiro a tílias e sabor a cerejas, até a trovoada destes dias tem o seu encanto.

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