Quando o céu e o mar se tocam

Estou na praia. Tirei esta semana para, num lugar descansado, poder fazer uma revisão final do Missal da Ordem Dominicana. Aproveito o descanso, a companhia e a praia. Há mais disponibilidade para rezar, fazer as coisas com calma, cozinhar e desfrutar do tempo.
Aprende-se a viver com pouco, a dar valor às pessoas mais que às coisas, a estar sensível ao que se vê e ao que se ouve: o rebentar das ondas, o barulho das crianças quando a água lhes toca... Mas bonito bonito é olhar para o horizonte; mais além do imediato. Lá onde não há ondas e, só de quando em vez se vê um barco de pescadores a passar. Lá onde a linha do mar se cruza ou confunde com a linha do céu. E pensar na imensidão e na grandeza de tudo. Diante da natureza o ser humano é muito pequeno. Menos mal que tem inteligência para apreciar, contemplar e aproveitar.
E dar graças a Deus por isso. Por haver remansos, trabalho e amigos com quem partilhar a vida.
(fotografia: Encontrei esta concha ontem na praia. Quando caminho [não gosto de estar deitado] olho para o areal à procura de conchas. Esta já foi grande e perfeita. Agora está polida, talvez de o mar tanto a ter empurrado na areia. Mas continua a ser concha)

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