Começou a Sessão plenária

Começou esta manhã a Sessão plenária da Comissão de Liturgia da Ordem dos Pregadores, da qual faço parte como "suplente" e o motivo que me faz estar em Roma. No Catálogo da Cúria apareço oficialmente como vigário, mas o que na prática se quer dizer é que há membros efetivos, que se reúnem várias vezes ao ano, e os outros, vigários ou suplentes, que assistem a duas reuniões anuais - estas sessões plenárias - e têm trabalho que vão fazendo nas suas províncias, conforme lhes for pedido.
O dia de hoje foi de apresentação do que está para ser editado, em termos práticos, e também de diálogo com alguns Membros da Cúria. Conversámos com dois: o Vigário do Mestre da Ordem (o sub) e o Assistente para a formação dos frades. O primeiro informou-nos que a Congregação Vaticana para o Culto Divino está a "apertar" na tradução dos Missais. Nem nos chega a valer um bispo dominicano que lá temos, porque não é quem manda... O outro Assistente, uma vez mais manifestou-nos a preocupação dos estudantes mais novos pelas questões litúrgicas. Há uma tendência, fraca mas persistente, para voltar ao "antigamente". O próprio Mestre da Ordem já escreveu a algumas províncias sobre esta questão. Foi-nos pedido que façamos um documento que fale claramente do que significa para nós, dominicanos, a liturgia. Uma coisa é certa: a liturgia não é o modo de fazer as coisas (ritualização) mas como ela afeta a nossa vida e o nosso apostolado (ascese).
Na parte da tarde encontro por grupos. Um sobre música e outro sobre adaptação e tradução dos livros da liturgia dominicana. Eu, ao contrário do que possam pensar, fiquei no segundo grupo. Porque estou empenhado na tradução do Missal e Leccionário da Ordem em português, e porque esta comissão também deverá fazer sair um documento com as questões práticas de como fazer este trabalho.
Pelo que ouvi, estamos no bom caminho, embora tenha de alterar algumas coisas.
Como nem sempre temos tradução simultãnea (inglês-francês ou vice-versa), até de tradutor tive de fazer. Imagine-se. Eu que não sei inglês para me exprimir tive que traduzir do francês para o inglês! Não foi uma tradução literal, só grandes linhas; valeu-me a expressão facial e gestual.
E assim se passou o primeiro dia. Calor quente em Roma. Transpira-se muito. E sempre de hábito.
Resta-me dizer que a fotografia de ontem é a da escultura de São Domingos, que está no altar da Cadeira, lado esquerdo, da basílica de São Pedro. Hoje deixo uma com a vista do meu quarto: poderão ver a torre da basílica de Santa Sabina e, em baixo, a "laranjeira de São Domingos". Uma tradição diz que foi São Domingos que a plantou. Mas quase ninguém come o seu fruto. Não por não sermos dignos, mas porque são amargas! Não me atrevo a experimentar.

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