Aterragem

A reunião, apesar de não se poder dizer muito, correu bem, quase tudo nomeações para cargos de coordenação de equipas de trabalho. Nestas coisas vem-me sempre à memória esta frase que não sei de quem é, será porventura da sabedoria popular, ou se a inventei, o que é pouco provável: quanto mais nos mostramos mais sobra para nós.
A tomada de hábito, no domingo, foi simples e emocionante. Talvez mais para mim do que para eles, mais ontem que há treze anos. É sempre o mudar de roupa e o que isso significa. Vestir o hábito deveria dizer-nos que há hábitos a mudar, os maus, claro está. Embora o hábito não faça o monge, o monge, esse sim, faz o hábito.
Encontrei portugueses: dois imãos maristas, do Pinheiro da Bemposta, que ali estão, também, a fazer o seu noviciado.
A tarde foi dedicada às devoções sevilhanas. Se de manhã apanhei na rua um Rosário da Aurora (a fotografia deste post), a tarde foi a percorrer as igrejas por onde andei e muito me dizem ainda hoje naquela cidade. Nada melhor num final de domingo que ir ver sair uma procissão, a Virgem, Rainha de todos os Santos, com a sua confraria, andor e costaleros.
E hoje cá estou, de novo, no sitio de sempre para continuar o trabalho até que venha uma próxima viagem.