Babel em Santa Sabina

Para quem pensa que vir a Roma é vir de férias, que se engane. Posso dizer que hoje não saí literalmente de casa... ou melhor, saí para ir para a igreja, manhã cedo, para a Missa.
O dia foi passado, portanto, intra muros; entre o quarto e a sala de reuniões, igreja e refeitório. Fiz esta associação mas poderia fazer de outra maneira: quarto e refeitório e sala de reuniões e igreja.
O trabalho hoje foi o dos mais novos. Embora a comissão não seja muito grande, estamos três da comissão que acaba e três da que agora começa, hoje o trabalho foi dos que acabámos de chegar. Cada um apresentou um pequeno relatório sobre a situação das traduções das suas regiões. A mim coube-me a tradução espanhola, que vai para além da Espanha (pensemos em toda a América latina), e também a portuguesa, que inclui o Brasil.
Com a Babel instalada, a língua oficial é o italiano, que nenhum dos novos fala, resta-nos o inglês e o francês porque quem fala italiano não fala inglês. Menos mal que um dos mais velhos fala inglês e italiano e, assim, estabeleceu-se que se fala em italiano com tradução em inglês, ou vice-versa. Eu falei  em italiano (umas frases que traduzi do Google translate) e inglês (se é que se pode dizer falar), mas lá ia metendo umas palavras em francês para me explicar melhor. Mas a conclusão é óbvia: os que chegamos temos de aprender italiano, senão as coisas demoram e não avançamos.
Ao mesmo tempo, numa outra sala, está reunido o Conselho Geral, num dos seus encontros regulares. Começaram no dia 7 e só terminam amanhã. Bem mais doloroso.
E assim se passou um dia. Com alguma confusão e muitas fotocópias...
Domani sarà un nuovo giorno.

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