O silêncio da dor



Quando morre alguém que nos é querido, depois do funeral e das lágrimas, vem o silêncio. O silêncio tem muitas cores. Pode ser de contemplação, de descanso, de não ter nada para dizer... mas também pode ser de dor. Às vezes o silêncio é o único som que conseguimos dizer. Hoje toda a Igreja está em silêncio. Não é como os minutos de silêncio que fazemos em memória de alguém. Não é porque o Senhor morreu, pois sabemos que ele ressuscitou e, então, o silêncio seria teatro.
Hoje estamos num silêncio de solidariedade. Diante do mistério da dor, do sofrimento e da morte, o silêncio continua a ser o grande amigo das horas sofrentes. Hoje unimo-nos ao silêncio dos que não têm palavras e se calhar até lágrimas para exprimir a sua dor. Com o nosso silêncio dizemos a todos os que sofrem: somos solidários.
Hoje a Igreja fica em silêncio como Maria. Um silêncio que não é de revolta nem de porquês. É um silêncio habitado. Cheio de confiança e de esperança de que Deus falará nos nossos corações.

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