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Venho de uma Missa de "corpo presente". A Alda, Filha do Coração de Maria, partiu para a casa do Pai. Conheci-a há pouco anos, ultimamente vinha aqui à Missa ou ao Campo Grande. No último mês esteve hospitalizada na Luz, onde a visitei várias vezes.
Esta Missa foi particular. Ao som dos sinos da igreja de Fátima, que tocavam melodias marianas - estava a chegar uma procissão de velas - celebrámos a Eucaristia. Uma homilia partilhada em que as suas irmãs de Instituto falaram da Alda como uma mulher simples, calma, descomplicada... uma mulher de Deus. E foi naquele ambiente soturno - um escuro calmo - que ouvimos leituras da Bíblia que nos diziam que a nossa vida é como uma tenda, e que em Jesus encontramos descanso e alívio.
Ultimamente, quando me pedem para celebrar funerais, fico sempre a pensar nesta frase do livro das Lamentações: "É bom esperar em silêncio a salvação do Senhor".
Que o silêncio da noite nos mantenha acesa a esperança do dia que nunca terá o seu ocaso, e que a luz de Cristo seja o farol da praia onde teremos de desembarcar.

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