Vestes brancas


"Estes, que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e de onde vieram?" (Apocalipse, 7, 13). Somos mais de seis mil, espalhados pelo mundo. Fomos mais, agora somos menos. Soubemos viver na abundância, agora toca-nos saber viver na carência. Mas continuamos, de pé, de túnicas brancas, pregando o Evangelho da graça pedindo a Deus a graça da pregação.
Somos de países diferentes, de culturas de diferentes, de cores diferentes, até. Mas, que importa? Unem-nos não os laços do sangue mas os laços da fé, bem mais fortes porque são os mesmos laços que nos unem a Deus.
Temos um mesmo objectivo: a salvação das almas. Como há oitocentos anos atrás o primeiro a vestir-se como nós. Salvamo-nos se ajudarmos os outros na sua salvação.
Não somos Deus mas tentamos ajudar a encontrar Deus. Uns em conventos históricos, outros em barracas; uns estudam, outros ensinam, outros rezam, outros não fazem nada, fragilidades todos as temos.
Queremos ser a voz de Deus - alta pretensão - e ao mesmo tempo a voz dos dos pobres - é nossa obrigação.
Não somos heróis nem queremos ser modelos. Queremos iluminar, no meio da Igreja, mesmo se às vezes o meio está deslocado ou nós, que também pode acontecer.
Somos quem somos e como somos. Com virtudes e defeitos, forças e fragilidades. Mas, o que seriamos se Deus não estivesse em nós e por nós?

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