Bom Pastor ou Coração Sacerdotal?



Esta imagem é a de Cristo, Bom-Pastor. É uma pequena imagem que anda em peregrinação pelas várias paróquias da Diocese de Lisboa. Embora esteja intitulada como sendo do Bom-Pastor, ela é mais a imagem de um Coração de Jesus que, por ser este ano o ano sacerdotal podemos chamar-lhe de Coração Sacerdotal de Jesus.
Acabei agora mesmo de escrever o retiro que vou pregar amanhã às Irmãs Dominicanas do Ramalhão. Há duas semanas, creio eu, receberam no seu convento esta imagem que andava por lá peregrina. Amanhã vou falar-lhes, como já tinha aqui escrito, nas dimensões do padre, dimensões que são desafios. E, desta vez, sinto que sou o primeiro beneficiário do retiro que vou pregar. Ao ler-lhes amanhã as reflexões que preparei espero que elas me ajudem a melhorar - e o que ainda há a melhorar! - na minha vida humana, cristã, comunitária e sacerdotal. A reflexão da manhã vai ser sobre estas oito dimensões do padre e a da tarde um exemplo concreto - a vida do Beato Carlos de Foucauld - que me impressionou e que juntamente com a leitura de alguns dos seus escritos só me fizeram bem ao mesmo tempo que me deram uma grande tristeza por eu estar ainda tão longe do essencial. As duas reflexões vão terminar com orações. Deixo aqui a oração de abandono, escrita por Carlos de Foucauld, que pode ser rezada por todos nós:







Meu Pai
Eu me abandono a Ti
faz de mim o que quiseres.
O que quer que faças de mim
eu to agradeço.
Estou pronto para tudo, aceito tudo,
contanto que a tua Vontade se faça em mim
e em tudo o que criaste;
nada mais quero, meu Deus.
Nas tuas mãos entrego a minha vida,
dou-ta, meu Deus
porque te amo:
tenho uma necessidade de amor, de me dar
de me entregar sem medida nas tuas mãos
com uma infinita confiança
porque Tu és o meu Pai.

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