Brisa suave e água fresca

Os dias quentes também chegam a Feirão. Dias quentes e fogo. No domingo, as chamas queimaram o Penedo Gordo. Agora, está tudo negro, como se fosse uma fotografia a preto-e-branco. Mas, nas primeiras horas da manhã e ao fim da tarde, vem a brisa suave que faz bem ao trabalho e ao descanso. É o que faz ser Feirão uma aldeia numa montanha plantada.
Já cá está pouca gente. Cada vez mais as pessoas vêm menos tempo, já não é como era, e já foi o tempo de tirar o mês todo de férias. Já me começam a perguntar quando é que me vou embora, alguns vão dizendo, quem nos dera cá o senhor padre todo o ano, ao que eu respondo, fartavam-se depressa. Um amigo, de Lisboa, mandou-me um sms a perguntar se ainda sabia o caminho para Lisboa…
Entretanto a minha mãe juntou-se à família. A casa está mais cheia e com tudo o que de bom e mau traz consigo: somos mais, mais barulho, mais passeios e saídas, menos tempo para trabalhar, para estar em silêncio ou a ouvir música, como uma cantata de Bach que agora oiço. Mas é bom ter a família junta. Esta casa acaba por ser o lugar de encontro da família, entre os que passam e os que ficam, os que telefonam e são lembrados nas conversas.
Hoje saíram todos. Estou só em casa. É bom. Até deu para passar por aqui. Daqui a pouco irei para Cotelo almoçar com a minha família paterna, fazer um passeio à descoberta da nascente do rio Balsemão, celebrar Missa ao fim do dia e jantar com uma família amiga. Não é um dia típico mas também não é um dia anormal.
Vão os dias passando. Qualquer dia regresso a Lisboa e recomeçam as rotinas.
(fotografia: fonte Seara, de Feirão, das melhores águas que se bebem por aqui)

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