Expedição à nascente do rio Balsemão

A palavra expedição pode parecer exagerada para o que aqui vou narrar mas, para o leitor ter uma ideia, andaram-se mais de três horas por estradas, caminhos e trilhos para tentar chegar às origens do rio Balsemão, que nasce na serra de Montemuro, no monte do Rossão, passa em Lamego para ir desaguar um pouco mais á frente, no rio Varosa. Fomos cinco os aventureiros, guiados pelo João Paulo, que já tem registo neste blogue.
Não fosse o agradável da conversa, da companhia e das vistas, e teria sido uma desilusão. Porque onde deveria nascer o rio não há água! Aliás, se o rio tem água é porque, entre Campo Benfeito e Cotelo, outras levadas de água lhe dão corpo. Partimos de Cotelo e levávamos connosco um mapa topográfico, com três ramificações. Ao longo do caminho, quase sempre sem água ou com águas paradas, e com um misterioso tubo que, para não sermos maus, dizíamos que alguém teria aproveitado o caminho do rio para levar água à sua lameira, lá fomos subindo a serra, azangando (palavra daqui que significa saltar, passar de um lado a outro com um pequeno pulo), passando as lameiras quando o caminho ao longo do caminho do rio não era acessível. Fomos excluindo as ramificações da possível nascente até que demos com uma pequena poça de água, habitat de um sapo que ali se refrescava, e com um tubo ali agarrado. Descobriu-se, então, o porquê do rio estar seco até ali: a água do rio estava a ser levada pelo tal tubo misterioso, sabe Deus e talvez a autarquia, para onde. E como havia Missa às 20h não deu para muito mais. Foi o tempo de regressar. Ficou combinado, talvez para o ano, de continuarmos daquele ponto até onde se conseguir.
Infelizmente a Internet não me deixa colocar mutas imagens mas deixo duas: a de cima com o lugar mais recuado do rio Balsemão onde conseguimos chegar e esta mais em baixo com uma ponte velha, por onde se passava antes de haver estrada.
 

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