Domingo de Missas

Ontem foi o meu último domingo deste ano nestas terras altas da Serra de Montemuro. E foi um domingo de Missas. Quase pareceu um domingo em Lisboa: Missa em Feirão e em Cotelo e, à tarde, concelebrei no Mezio na Missa das bodas de prata do P. Diogo, Pároco de Gosende, aonde pertence Cotelo e, porque ele estava na festa, vim fazer o terceiro dia da novena em honra de Nossa Senhora do Fojo, cuja festa será no próximo domingo. Continuam a ser dias feios por causa do fogo. Ontem, quando vinha do Fojo para Feirão, ainda fui, com o meu tio, apagar um fogo que alguém tinha acabado e atear. Por sorte passámos e conseguimos apagá-lo com umas giestas. Mas o ar torna-se quase irrespirável. A mim cansa-me, talvez pela falta de oxigenação do corpo. Hoje o dia está mais fresco e já não há quase nada para arder a não ser as aldeias, Que Deus e São Lourenço nos livrem. Olhamos à volta e vemos tudo destruído, preto, sem vontade de olhar.
A partir de hoje é contagem decrescente. Últimos dias, despedidas, e regressar a Lisboa, onde me espera trabalho logo no dia da chegada… É a vida.
(fotografia: Bênção Apostólica ao Papa Francisco ao P. Diogo, por ocasião das suas Bodas de prata)

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