Outonos


Dia da República. Já vai nos 99 anos. No entanto, para mim, pouco ou nada me disse este dia, além do feriado que gozei. Mas foi um dia em que as horas pareceram não passar. Um sol tímido, depois chuva, tempo estranho, na incerteza de um outono que ainda não se mostrou a sério mas também sentimos que já não é verão. Entreter o dia, esvaziar o pensamento, viver com calma. Neurastenia? Não. Stress? Também não. Dias menos quentes e com menos luz que, às vezes, influenciam os humores. Dia repartido entre a cozinha e o quarto. Na cozinha a preparar o almoço e o jantar para todos. No quarto as mesmas rotinas, algumas sem sentido.

Porém, hoje, talvez para que o outono interior não se instalasse, repeti este mantra que Santa Teresa de Ávila rezava em dias de mais nevoeiro, como eu hoje o senti:

Nada te perturbe,
Nada de espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança.
Quem a Deus tem,
Nada lhe falta,
Só Deus basta.

O dia chegou ao fim. Lá fora continua o tempo estranho. Cá dentro voltou a calma. Dissipou-se o nevoeiro. Que a noite tranquila que peço antes de adormecer me traga, daqui a pouco, um bom despertar.

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